enho
percebido que em muitas Organizações,
por mais que se fale em trabalho em equipe
e relacionamento interpessoal, isto é
algo que ainda não acontece. Em
algumas situações percebemos
um esforço extremo de algumas pessoas
em se relacionar com o outro, em um exercício
forte de tolerância e paciência.
Por
que? Será que estamos vivendo
uma época de competitividade
tão absurda que importa tão
somente olharmos para nós mesmos?
Desprezando os sentimentos de quem está
ao nosso lado? Por que tanta dificuldade
em ouvir e olhar para outro de forma
plena? Por que não exercitamos
diariamente o ouvir e ver por trás
do que realmente estamos ouvindo ou
vendo? São questionamentos que
precisamos urgentemente discutir em
nosso ambiente de trabalho, principalmente
quando diagnosticados. São questionamentos
que não podemos adiar. São
questionamentos que, sem dúvida,
nos farão crescer.
Sabemos
que as Organizações cobram
por resultados, que o ambiente é
cada vez mais de pressão, que
as equipes estão cada vez mais
enxutas, mas todas estas influências
externas não podem interferir
na nossa forma de agir, no nosso comportamento.
Não podemos permitir que estas
questões prejudiquem a harmonia
do ambiente de trabalho, que sem dúvida
contribui para resultados significativos.
Precisamos olhar nossos colegas de trabalho
não como adversários,
prontos para uma batalha sem fim. Devemos
e podemos olhar para os nossos colegas
com comportamentos de amor, sem que
isso nos pareça piegas.
Temos que colaborar para as relações
de amizade e companheirismo que resultem
em mais produtividade e que, de fato,
a soma das partes seja maior que o todo.
Precisamos
ser verdadeiros, éticos e respeitosos
com as pessoas. Precisamos nos desarmar
e evitarmos profundamente as atitudes
combativas e comportamentos defensivos.
Precisamos ser menos intolerantes e
mais compreensivos, precisamos ser menos
passivos e mais dispostos a sermos educadores,
no amplo significado desta palavra.
Parece
difícil? Então exercite
o silêncio, não responda
por impulsividade, busque a calma e
procure:
o Conhecer a si próprio, entendendo
seus sentimentos e sua maneira de agir;
o Evitar as ofensas e ataques pessoais;
ataque os problemas e não as
pessoas;
o Buscar o autocontrole;
o Concentrar-se nas tarefas e construir
relacionamentos entendendo a perspectiva
do outro;
o Ser mais atencioso e prestativo. Experimente
um pouco disso tudo!
Experimente interagir de forma aberta
com seus colegas e perceba a reciprocidade
e conseqüentemente novas soluções
para velhos problemas; experimente ouvir
atentamente, interativamente e perceba
o quanto pode conhecer do outro; experimente
rir sem medo da crítica e perceba
o quanto o ambiente se contagia e se
transforma favoravelmente; experimente
fazer a sua parte e sinta o quanto o
exemplo pode arrastar multidões.
Custa
muito caro para a Organização
determinados comportamentos. Faça
a pergunta: quanto minha empresa tem
perdido em função da falta
de habilidade de alguns em buscar resultados
conjuntamente? Em contrapartida verifique
o ganho em todos os aspectos, o aumento
significativo de produtividade e lucro
quando temos uma equipe coesa, madura,
emocionalmente inteligente, com foco
no resultado e no relacionamento igualmente
e, portanto, capaz de fazer a diferença.
Autor:
Madalena Carvalho
Contato:
madalena@estadao.com.br
Fonte:
Portal
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