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Design: Arte ou Tecnologia? :: |
a
história
do design não se apresenta de forma única
e uniforme nos diferentes países em que
se desenvolveu, uma vez que as características
de desenvolvimento sócio-econômicas e culturais
de cada lugar imprimiram uma personalidade
distinta aos profissionais ligados à esta
área. Mas a tradição tem consolidado uma
classificação, que aparece de forma constante
nos debates ligados à atividade de projeto
de produto e que dividem os designers em
dois pólos: os que defendem o design como
uma atividade predominantemente ligada à
arte e os que defendem o design como uma
atividade mais voltada às questões tecnológicas.
"as
empresas estão percebendo que o
verdadeiro valor em marketing está
na qualidade e na intensidade do
seu relacionamento com os consumidores" |
O design difere da
arte neste sentido. A identificação do usuário
com o produto é condição básica para o sucesso
de qualquer projeto e pressupõe, como afirma
Dormer (1995, p. 8), o compartilhamento
de valores entre quem concebe e quem usa.
É necessário que exista a concordância de
opiniões quanto ao que caracteriza o bom
aspecto, quanto à valorização de determinados
tipos de materiais e quanto aos fatores
culturais envolvidos na questão: "conseqüentemente,
a possibilidade de vanguardismo no design
é mais restrita do que nas belas artes -
o que é óbvio, porque, se o design estiver
muito avançado relativamente à compreensão
das pessoas, deixará de corresponder às
suas expectativas enquanto consumidores,
perdendo-as como tal".
Seguindo essa premissa básica, podemos afirmar
que Ao utilizarmos conhecimentos de disciplinas
da psicologia, como percepção, significado
das cores, ou da medicina e design como
ergonomia, estamos aumentando a probabilidade
de apelo. Nestas áreas existem aspectos
óbvios e outros mais sutis, mas ambos poderosos
fatores decisórios na compra. Paradoxalmente
mesmo os mais elementares são raramente
levados em conta na concepção de espaços
comerciais e na forma de exposição dos produtos.
As empresas vêm passando por impactos revolucionários.
A colocação e venda do produto no mercado
têm grandes desafios.
Até bem pouco tempo, a realidade era, e
ainda é, em alguns privilegiados segmentos
econômicos, a imposição do produto pelo
fabricante. " Esqueça o limitado conceito
do foco no consumidor do marketing orientado
a produtos. Nele, as empresas alardeiam
a necessidade de focar o consumidor, porque
estão voltadas para o produto. Comandadas
pela ótica do produto, as suas principais
decisões estão dirigidas para quem vender,
como distribuir o produto e como se comunicar
com o mercado-alvo. O consumidor é a função
dependente, em um mundo no qual o produto
representa o centro do universo. Com mais
freqüência, as empresas estão percebendo
que o verdadeiro valor em marketing está
na qualidade e na intensidade do seu relacionamento
com os consumidores.
Surge uma nova ordem, centrada no relacionamento
com o consumidor. O modelo agora leva as
forças de marketing a focar o mercado pela
ótica do consumidor. Enxergar quais são
os consumidores de valor para a marca. Quem
são, onde estão, quais as suas necessidades
individuais, seu perfil, seu histórico de
relacionamento, suas transações. Entender
as suas predisposições. E aí criar e desenvolver
um sólido canal de marketing, estabelecendo
uma rentável relação entre o consumidor
de valor e a sua marca. Pelo canal de marketing
fluem componentes táticos, sejam produtos,
sejam ações de comunicação sempre mais interativas."
Eduardo Souza Aranha, em:Tudo converge para
o consumidor.
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